A aventura na zona de Bragança começou na madrugada do dia 6 de Julho no centro da cidade quando fui cumprimentar o senhor carteiro numa das buscas mais complicadas que já tive. Logar neste local entre as 06:00am e as 02:00am é impossível daí que tenha aproveitado uma saída nocturna com um amigo para despachar a dita cuja. O dia passou e, ao início da noite, fui visitar a desinteressante Dyler Cache e fazer umas festinhas ao cão do gado.

Dia 7 foi dia de ir almoçar à terrinha da minha mãe, que fica enfiada em plena Serra de Nogueira. Oportunidade dada, oportunidade aproveitada! Meti-me no velhinho Citroen AX do meu pai e tracei um itinerário pelo meio de estradas florestais e caminhos de cabras. A primeira paragem foi em Celas de onde segui para uma tentativa de um gole de água na fonte do gelo. Lá no alto da serra, vi as velhinhas mega-parabólicas de perto e fui desvendar a assombração destes montes. Já na descida para Bragança fui ver as vistas para a cidade do Vértice Geodésico de Nogueira e, antes de chegar a casa, ainda deu tempo para me cansar a visitar a capela privada em honra de Santa Rita.Com toda a gente da casa a dormir a sesta na tarde do dia 8, resolvi ir ver os aviões ao aeródromo municipal e relembrar o caminho para um dos melhores restaurantes na arte de servir posta à mirandesa. Daí segui para Gimonde e depois fui passear nas margens do rio Sabor ao pé de uma casa de pedra. Antes do telefonema da esposíssima para ir devorar um gelado ainda consegui ver a paisagem para os vales e montes da Serra de Montesinho no Santuário de Santa Ana.
Por falar em santuários, foi mesmo assim que iniciei as buscas do dia 9 com uma visita ao alto do São Bartolomeu. Do alto do monte desci para as margens do Fervença onde atravessei a Ponte do Jorge e vinguei um DNF com cerca de um ano. Este não foi, aliás, o único DNF a ser vingado neste dia. Já bem perto das 12 badaladas fui chocalhar os caretos e resolvi um mistério adiado desde Janeiro.Já o calendário assinalava o dia 10 e fui compor uns sapatos antes de subir à Torre da Princesa para relembrar a sua lenda.
O calor não tem ajudado nada nestas aventuras mas tem, sem dúvida, valido a pena! Com a ajuda do geocaching tenho descoberto recantos deste Trás-os-Montes e Alto-Douro que nunca imaginei poderem existir.



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