17 abril 2010

Eduardo Mourato: Mais um "verdadeiro artista"!

Aproxima-se o Verão e, à semelhança do que tenho feito neste e noutros blogs, há que escolher um artista para a época!
Depois de Pika Ferreira no blog do Reino do Coiso (RIP!) surge, minhas Senhoras e meus Senhores.... EDUARDO MOURATO E O SEU ÉPICO "BLUE OCEAN"!!!!

4 comentários:

  1. Já conhecia esta "obra-prima". É verdade que a sua simpreza e primarismo nos faz sorrir, mas tenho a certeza de que há muitas pessoas em quem aquelas palavras calam fundo, por sentirem a dor que é a emigração.

    Beijos

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  2. Caro amigo,este Senhor já tem esta música à muito tempo.E como foi dito para além do sorriso que ele nos metem,ele também cala muitas boas pessoas,e para os imigrantes principalmente Açoreanos esta musica tem aquele toque de saudade.
    Em Portugal temos cantores com menos qualidades.

    Cumprimentos amigo Mata.

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  3. Pelo menos de qualidade semelhante temos, Garcia! Nel Monteiro e Graciano Saga também têm "épicos" dedicados à questão da emigração!
    Quanto às qualidades musicais temos os bons exemplos de Zé Cabra e Pika Ferreira!
    Enquadra-se tudo no mesmo quadro! "Obras primas" baratas com poesias duvidosas escritas (por vezes, o que não quer dizer que este seja um exemplo) por artistas que, se bem calhar, nem sabem como saír do país para um público pouco exigente quanto à qualidade dos produtos que compra!

    Grande abraço aí para os Açores e depois dá novidades quanto ao concurso, meu amigo! A ver se é desta!!!


    Tia: Acredito que em 1972 a dor fosse grande! Fugia-se, não só para procurar melhores condições de vida, mas acima de tudo fugia-se de um regime!
    Quanto ao tema em causa, o que vejo nele é mesmo o que escrevi na resposta ao meu amigo Clélio Garcia! Um beijo para ti!

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  4. João

    Fugia-se da miséria. Os que, conscientemente, fugiam ao regime eram uma minoria - notável, embora. Estes deram-nos músicas e poemas admiráveis:

    Não foi por vontade nem por gosto
    Que deixei a minha terra
    Entre a uva e o mosto
    Fica sempre tudo neste pé


    escrevia o José Mário Branco.

    Pergunto ao vento que passa
    Notícias do meu País
    E o vento cala a desgraça
    E o vento nada me diz.


    queixava-se Manuel Alegre!

    Mas estes poemas e estas cantigas, por censurados, chegavam ao conhecimento de muito poucos. Nas rádios ouvia-se o "fado do emigrante" (dei voltas à cabeça, mas não me lembro de verso nenhum) que, em termos poéticos, pouco se distingue da cantiga de Eduardo Mourato.

    A dor de quem está longe - sem querer estar - é sempre a mesma, não importa o ano! Não me vês a mim que, embora na minha Pátria, regresso sempre e sempre ao meu berço?

    Beijos

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